June 5, 2008 – 1:56 am
Bom,
depois de um enorme tempo sem escrever no blog, volto a fazê-lo já no Canadá. As últimas semanas foram super cansativas e corridas, por isso o blog ficou em silêncio por um tempo.
Bom, na última semana teve de tudo, até um desagradável problema profissional com o qual não pude lidar como gostaria por conta da correria. Tudo bem, o assunto está nas mãos de gente muito competente e espero poder ajudar quando estiver em condições.
A despedida foi das dramáticas, com gente chorando por todos os lados. Tudo bem, é sempre bom ver o quanto as pessoas gostam da gente (e vice-versa).
Nossa cacnhorrinha, a Neli, veio conosco. Estavamos muito preocupados com ela, pois ela tem 16 anos e nunca tinha viajado de avião. Uma boa dose da tensão no aeroporto era por conta disso.
Saímos, tivemos um vôo tranquilo (ainda apreensivos por causa da Neli) e chegamos pela manhã em Toronto. A primeira parte da imigração lembra muito a chegada aos EUA, com a diferença na simpatia dos oficiais. Depois dessa fase, a sala da imigração. Nova fila, desta vez um pouco mais demorada (ainda mais apreensivos por causa da Neli).
Fomos atendidos por um senhor bem simpático. Por não termos o Postal Code do nosso endereço ele nos orientou a ligar depois para um número e atualizar os dados. Aí finalmente fomos buscar a Neli, já na área de bagagem. Pedimos informação e nos disseram ondem ficavam os cachorros. Fomos quase correndo para lá, e ao chegar lá estava ela, na caixinha, dormindo. Por ela estar surdinha eu cheguei quase gritando, até mesmo para ter certeza que ela estava realmente só dormindo. Ela acordou e na hora ficou agitadíssima, querendo sair do transporte. Pegamos as malas e fomos para a alfândega, onde fazem o controle da entrada de animais. Foi bem tranquilo (com uma taxa de 30 e poucos dólares). Eu estava preocupado que tinha esquecido a nossa lista de “goods to follow”, que deve ser usada para evitar cobrança de impostos sobre a mudança, que virá depois, mais fui informado que posso levá-la depois ao aeroporto. Ufa!
Pegamos uma van com um senhor Croata muito simpático, que gostava bastante de futebol. Interessante, ele está no Canadá há 42 anos, fugido da Iugoslávia por ter escrito um artigo sobre os benefícios da economia de mercado. Chegamos no nosso endereço provisório, uma casa de 3 quartos na qual estamos usando dois e há outro hóspede, o Mike (clone do Morgan Freeman), em um deles.
Chegamos e tentamos descansar um pouco e acalmar a Neli, que estava muito agitada. Depois disso saímos para tentar comprar celulares e notebooks. Não demos muita sorte nos dois assuntos, acabamos voltando de mãos abanando, por falta de documentos (celulares) e por não achar pronta entrega (notebooks) dos modelos que queríamos. Ok, ficou para o dia seguinte.
No dia seguinte resolvemos o problema dos celulares. Fomos novamente à Future Shop, onde “tinha” (é o famoso “tem mais acabou”, dá para acreditar?) o notebook que eu queria por um preço bom. O rapaz de lá indicou uma outra loja da rede que tinha disponível, fomos para lá e aproveitamos para conhecer o bairro onde devemos morar, pois era lá. Pegamos o notebook, voltamos para almoçar, passamos em mais algumas lojas para pegar itens de sobrevivência e finalmente voltamos para casa. Bingo! Um dead pixel na tela do notebook!
Eram sete horas da noite, resolvemos sair e volta lá (é longe!) para trocar. Felizmente deu certo, mas nisso foi-se o resto da noite. Ponto positivo do dia, a Neli já estava bem mais calma e se comportando normalmente.
Hoje eu fui à primeira entrevista, onde correu tudo bem. Antes disso fomos providenciar nossos SINs (Insurance Numbers). Aproveitei para passar na agência do HSBC para conhecer nossa gerente e fazer o pedido do cartão de crédito. Voltamos um pouco mais cedo, pois de noite tinha jogo do Corinthians. Assisti no notebook através do Slingbox que ficou na casa da minha mãe, funcionou muito bem!! Ae Timão!!!!
Um dos pontos altos de hoje foram as conversas com webcam: minha mãe, minha irmã, minha sobrinha, meu cunhado e meu amigo Miro com seu filho Vitor. Muito bom ver as caras conhecidas.
Algumas dicas para os imigrantes:
- Sim, o esquema de trazer o dinheiro pelo HSBC funciona perfeitamente. A imigração, ao saber da conta, não perguntou mais nada. Eu já tinha os cartões e senhas, que haviam sido enviadas para meu endereço no Brasil.
- Passe mensal do transporte público: Vende até o quarto dia útil do mês, uma boiada. Parece caro, mas como nas primeiras semanas ou meses ficamos basicamente na base de metrô e ônibus, é essencial.
- É possível fazer a lista de “goods to follow” depois, mas tem que levar no aeroporto (longe…).
- Cuidado com o celular pré-pago, você paga ligações recebidas também. Eu consegui um plano legal da Fido para um casal, com dois aparelhos e minutos livres entre eles e aos finais de semana, mesmo sem emprego, etc. O problema maior são os contratos longos.
- Para ligar para o Brasil há os famosos calling cards, procure um verdinho (5 dólares) que não tem taxa de conexão.
- Planos do Skype. Com eles você tem um pacotão de minutos para EUA e Canadá, inclusive celulares, além de um número SkypeIn. Eu peguei um número SkypeIn de São Paulo e redireciono para meu celular daqui, agora qualquer um de São Paulo liga para mim com ligação local.
Bom, tem várias outras coisas para escrever, mas este é o primeiro post. Todos queriam saber como estávamos, é isso. Valeu pessoal pela força!
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