Ainda bem que não preciso votar!

August 7, 2008 – 1:49 pm

É triste, ao ler esta matéria da Folha de São Paulo:

“Não foi apenas no primeiro debate na TV que os principais candidatos à Prefeitura de São Paulo inflaram dados e omitiram deficiências. Marta Suplicy (PT), Geraldo Alckmin (PSDB) e Gilberto Kassab (DEM) institucionalizaram esse “jeitinho” em sites e no material distribuído pelas ruas.

Tanto no site como no panfleto de 500 mil exemplares de Marta, a construção de 149 prédios foi convertida em “191 novas escolas”. Para a campanha petista, cada CEU (Centro Educacional Unificado) -que reúne três escolas- vale como cinco unidades.”

E não é só ela:

“Governador do Estado de 2001 a 2006, Alckmin, por sua vez, recorreu ao antecessor Mario Covas –de quem foi vice– para engordar o portfólio.

No panfleto, a dupla Alckmin e Covas é apresentada, por exemplo, como responsável pela instalação de 14 hospitais na Grande São Paulo. Sem Covas, sua cota cairia para quatro. “Alckmin foi um vice atuante”, justifica o coordenador da campanha, Edson Aparecido.

O panfleto atribui a Alckmin e Covas a construção de 20 quilômetros de metrô, três a mais do que calcula o próprio Metrô: 16,8 km. Segundo a campanha, a conta inclui trecho inaugurado pelo governador José Serra (PSDB) até o Alto do Ipiranga.”

E o atual sr. Prefeito:

“Já na capa de um jornal de Kassab dedicado à educação (50 mil exemplares) são listadas 217 novas escolas e 25 novos CEUs. Os dados são acompanhados, em letras garrafais, pela inscrição “Quem fez tudo isso vai fazer muito mais”.

A prefeitura, no entanto, só entregou 13 CEUs –e promete entregar outros 12 até o fim do ano. Das 217 escolas listadas, 57 ainda não foram concluídas. A assessoria do candidato alega que o jornal explica que as obras estão em andamento.”

O cúmulo da palhaçada pode ser visto aqui:

“A confusão é tanta que a mesma obra –como a construção dos hospitais Cidade Tiradentes e M’Boi Mirim– figura nos panfletos dos três adversários.”

Apelando para um lugar-comum, o Brasil não é um país sério, já dizia Charles de Gaulle.

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