Escrevendo de novo…

January 31, 2010 – 3:18 pm

Depois daquela pausa de reflexão (e preguiça), está na hora de voltar a escrever aqui. Então é um post rapidinho no intervalo do jogo do Timão.

Para quem mora em Toronto e gosta de restaurantes, não há como ignorar o Winterlicious e o Summerlicious, São duas promoções, normalmente de duas ou três semanas, na qual vários restaurantes da cidade oferecem menus de entrada, prato principal e sobremesa por preço fixo. É a oportunidade de experimentar aqueles restaurantes que normalmente são um pouco “pesados” para o dia a dia. Esta ano nós arriscamos (e gostamos de dois):

- Cajú Restaurante: Uma experiência muito interessante, pois é um restaurante de comida brasileira refinado, diferente, por exemplo, do Rio 40 graus ou do Gaúcho. Os pontos altos foram a caipirinha, muito bem feita, e a sopa de feijão da entrada, que estava fantástica. Dava para tomar uns 5 pratos :-)

- Tappo Wine Bar: Queríamos experimentar algo no Distillery District, acabamos no Tappo pelo menu Winterlicious de jantar agradar a mim e à Patrícia. Novamente, uma ótima escolha. Acho que foi até melhor que o Cajú. A entrada foi um carpaccio perfeito, meu prato principal um Lamb Shank preparado à perfeição e um ótimo Tiramissu como sobremesa. Fora o lugar que realmente é muito charmoso, vale a pena.

E aí, alguma sugestão para o Summerlicious??

Haiti

January 15, 2010 – 9:35 pm

Não dá para ficar de braços cruzados com o que está acontecendo com o Haiti. Mesmo que seja uma pequena doação, a quantidade acaba fazendo a diferença. Algumas opções para isso:

ONG VivaRio
A organização não-governamental VivaRio, do Brasil, abriu um conta bancária exclusivamente para receber doações. A ONG atua no Haiti desde 2004. Lá, desenvolve projetos sociais ligados às áreas de segurança, desenvolvimento e meio ambiente. Atualmente, a entidade mantém nove brasileiros em sua sede haitiana. Dados para doações abaixo.

Banco do Brasil
Agência 1769-8
Conta 5113-6
CNPJ: 00343941000128
Informações pelo site.

Internautas brasileiros também podem colaborar com organizações internacionais. Muitas delas optaram pelo uso de sistemas de pagamento como o PayPal, um meio de transações finaceiras via internet que intermedeia o contato entre clientes e empresas – no caso, doadores e organizações. Outras o fazem via cartão de crédito.

Help Haiti Now
Segundo a ONG norte-americana que atua no Haiti há cerca de quatro anos, as necessidades principais são remédios e comida. Doações são aceitas pelo site (clique aqui), através do sistema PayPal.

YELE
Criada pelo músico haitiano Wyclef Jean, a YELE criou um fundo especial de doações para as vítimas do terremoto. As doações não têm valor pré-definido e são feitas por cartão de crédito pelo site da ONG.

Cruz Vermelha Internacional
Além de receber doações via SMS, nos Estados Unidos, a Cruz Vermelha norte-americana disponibiliza um espaço para doações no seu site. Os sistemas são via cartão de crédito ou pelo Amazon Payments, similar ao PayPal. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) também recebe doações onilne pelo sistema Safer Pay (acesse aqui). A Cruz Vermelha brasileira tem indicado o site do CICV.

Unicef
Com foco nas necessidades das crianças, a Unicef tem uma página especial para o recebimento de doações. As contribuições são feitas por cartão de crédito. Acesse o endereço aqui.

Mercy Corps
Outra organização norte-americana em solo haitiano, a Mercy Corps também aceita colaborações via cartão de crédito. A organização atua na ajuda humanitária há 30 anos (acesse aqui).

National Nurses United
Entidade que reúne associações de enfermeiros(as) do Estados Unidos, a National Nurses United recebe doações em dinheiro a partir de US$ 5. O pagamento é feito por cartão de crédito no site da ONG.

De volta?

January 11, 2010 – 9:48 pm

Depois de “férias de blog”, estou de volta. Tem muita coisa interessante para escrever, um pouco mais sobre o (temido) inverno canadense, sobre os absurdos do Brasil (Arruda!) e da América Latina em geral (Chavez esculhambando a economia venezuelana – será que também é culpa do Bush), segurança nos aeroportos, entre outros.

Confesso que ainda estou em uma marcha muito lenta para escrever. Perdi o costume e o burnout do final do ano foi mais pesado do que eu imaginava. Para falar a verdade, estou até me forçando a colocar este post aqui, para não deixar o blog abandonado. Este final de semana assisti ao Filme “Julie & Julia”, um daqueles bem água com açúcar mas um baita show da Meryl Streep, para variar. Só que a base da história é uma situação que a protagonista, Julie Powell, está passando e que é bem o que tenho sentido agora, a falta de um “projeto de vida”. No filme ela acaba definindo como projeto fazer um blog sobre a aventura de fazer mais de 500 receitas de um livro de Julia Child em um ano. Algo bobo, mas acaba mudando a vida dela. Eu não tenho intenção de virar um chef de cozinha, mas preciso de algo semelhante para criar momento. Normalmente essas coisas vinham do meu interesse profissional, mas acho que estou um pouco cansado do assunto, e prefiro não insistir para não correr o risco de tornar o meu trabalho um assunto desagradável. Vou deixá-lo na inércia por um tempo. Agora só preciso achar meu super projeto. Alguém tem alguma sugestão?

Neli

December 6, 2009 – 10:26 pm

Eu não sei o quanto eu consigo escrever neste momento. Eu quase nunca comentei da Neli aqui, não sei exatamente por quê.

Eu conheço a Patrícia, minha esposa, há 15 anos. E desde então eu conhecia a Neli, a Poodle Toy dela. Nunca imaginaria, naquela época, que 7 anos depois nós nos casaríamos e eu, amante dos gatos, estaria morando com aquela cachorrinha.

Antes mesmo disso, durante o namoro, eu peguei um amor enorme por ela. Eu já “estragava” o fantástico adestramento que a Patrícia fez ensinando ela a “dar beijo” e outra bobagens. Tudo isso só aumentou quando começamos a morar juntos. Meu casamento nunca foi “nós dois”, sempre foi “nós três”. Sempre fomos uma família e a Neli sempre teve, para nós, o status de filho, a ponto de sempre fazermos comparações que deviam deixar os pais em volta indignados.

A Neli envelheceu conosco, com as mudanças na saúde dela mudaram nossos hábitos. 7 anos vivendo juntos e veio uma outra grande mudança, viemos para o Canadá. Um dos motivos para escolher o Canadá era o fato de que era simples trazê-la conosco, sem necessidade de quarentena, etc. E ela foi uma daquelas pedras que serviram de apoio para nós no primeiro ano aqui, longe da família, dos amigos. Agradeço a ela com todo meu coração.

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E hoje, depois de muita luta, dela e nossa, não deu mais. Depois de 2 meses de cuidados intensos, a casa virando praticamente um hospital veterinário, a Neli deu seu último suspiro. Não sei se um dia terei um outro cachorro, ou gato, mas ela foi o animal mais importante da minha vida e dúvido muito que apareça um igual. Para a Patrícia, metade da vida dela com uma amiga completamente fiel e dedicada fica para trás. Minha dor neste momento só não deve ser mais do que a dela. Vai ser difícil deixar tudo isso para trás, mas não tem mais jeito. Como meu irmão disse hoje, é algo que todo mundo que tem cachorro vai passar um dia (ou pelo menos, imagina que vá passar). É difícil, mas eu posso dizer: Neli, obrigado por tanto companheirismo e amor. Obrigado mesmo.

Teste do posterous!

December 3, 2009 – 10:24 pm

Posted via email from apbarros’s posterous

5 coisas que eu amo em Toronto/Canadá

November 6, 2009 – 4:31 pm
  1. O Outono – A temperatura é perfeita, o visual, fantástico
  2. Pluralidade – Com certeza, tem muita gente diferente de mim aqui!
  3. Streetcars – O famoso “bonde”. A cidade ainda não é grande o suficiente para abolir esse meio de transporte, e eu acho eles simpáticos demais :-)
  4. As pessoas ficam indignadas com corrupção. E as coisas não acabam em pizza.
  5. Andar na rua. Não é só segurança, mas o fato de isso ser algo tão comum que acaba se tornando natural.

Mentalidade

October 9, 2009 – 8:38 am

Como uma pessoa me disse assim que eu cheguei no Canadá, “estando aqui parece que a gente perde o direito de falar mal do Brasil”. Por conta da minha posição sobre as Olimpíadas tomei umas bordoadas de uns amigos mais ufanistas, o que me fez lembrar da frase acima. Mas o que volta e meia eu vejo por aí e reforça meu entendimento de que o país não está preparado para esse tipo de evento é a mentalidade do brasileiro (generalização). Isso é um problema cultural e precisamos de, no mínimo, uma mudança de geração para resolver. Como não há nada sendo feito neste sentido, acho que vão ser necessárias pelo menos duas, aí já viu. Um ótimo post sobre o problema foi escrito hoje pelo meu amigo Nelson, sobre os fradinhos do Rio. Quando a gente cria uma gambiarra dessas para resolver um problema de comportamento e depois começa a achar que a falta da gambiarra é que é o problema, estamos mal, muito mal.

Já tinha falado sobre isso aqui e aqui.

Incoerência dos fanáticos

October 6, 2009 – 3:44 pm

Eu fico cada vez mais abismado com a existência de gente que não acredita na Evolução das Espécies, que acha que o mundo só tem 4000 anos, entre outras ideias da Idade Média. Não tento pela ignorância, que tende a ser infinita :-) , mas pela incoerência dessas pessoas. Que incoerência?

As teorias que são a base de muitas coisas que essas pessoas usam diariamente são as mesmas usadas para chegar às conclusões que elas repudiam. A Relatividade Geral nos ajuda a calcular a idade do universo (aprox. 13 bilhões de anos), e alguém pode dizer “é só uma teoria maluca”. Pois bem, o GPS que esse pessoal usa no carro para não se perder tem que “fazer conta” para descontar os efeitos da mesma teoria, pois os relógios aqui na Terra e lá nos satélites registram uma diferença na medida do tempo. É a teoria na prática, sem discussão. Agora, se o GPS funciona e valida um lado da teoria, por que as outras conclusões não são válidas?

A evolução das espécies, por exemplo, é confirmada através de todo o conhecimento adquirido sobre genética e reprodução.  Aí vemos um monte de gente se beneficiando da revolução dos transgênicos, comprando flores e animais de estimação que tiveram sua evolução “guiada” mas, ao mesmo tempo, negando que essa evolução exista. Diversas técnicas e medicamentos são desenvolvidos em animais que tem um código genético muito semelhante ao nosso, o que mostra o quão próximos somos uns dos outros, e as mesmas pessoas que usufruem dos resultados dessas pesquisas também negam outras conclusões das mesmas teorias.

Coerência realmente não é uma característica dos religiosos. Afinal de contas, os fanáticos violentos ignoram as lições de compaixão que suas escrituras sagradas pregam, e os moderados ignoram as lições violentas. Se somarmos tudo que é seguido teremos uma enorme incoerência. Se tirarmos tudo que é ignorado, não sobra nada. E se olharmos como realmente funciona, cada um acredita só no que quer. Se é assim, qual o sentido desses livros?

Uma lei da natureza, derivadado pensamento científico, não tem espaço para interpretação. TODOS os seus resultados são válidos, não importa se você gosta deles ou não. E elas se aplicam da mesma forma para tudo e para todos. Não é maravilhoso ver como não precisamos de Fé para ter um mundo justo?

Olimpíadas no Brasil…

October 2, 2009 – 11:19 pm

Eu admito e digo para quem quiser ouvir, sim, eu era contra e acho que a escolha do Rio como sede de 2016 foi péssimo para o país. Eu acompanhei a escolha torcendo sinceramente por Madri, e posso dizer tranquilamente que não foi por desdém, deboche, inveja ou simplesmente por ser do contra. Fui contra praticamente pelo mesmo motivo que todos os outros que o são de forma consciente são, porque é uma inversão de prioridades e repetir o mesmo erro, para mim a mais correta definição de burrice.

Volta o filme para antes do Pan 2007. Um monte de gente alertou que haveria desorganização, superfaturamento, trens da alegria e tudo mais. Imagina, deixa disso, é Brasil, é Brasil! Qual foi o resultado? Para quem não lembra, veja aqui.

Os jogos olímpicos são muito maiores do que o Pan. A “oportunidade” para a roubalheira é muito maior. Há duas formas de se ignorar isso como um motivo para não apoiar as Olimpíadas no Brasil:

  • OK, a gente sabe que vão meter a mão no dinheiro público, mas iam fazer isso de qualquer forma, então que pelo menos seja com algo legal – Caramba, o que é isso minha gente!?!?! Primeiro, isso é ignorância com as quantias envolvidas. A dinheirama necessária para um evento desses não está lá dando sopa no caixa do governo, alguém vai ter que pagar a conta. Podem esperar mais impostos, menos ajuste na tabela do IR, salário mínimo e aposentadoria menores, etc. Ou seja, vão meter mais a mão no seu bolso, não é dinheiro que já estava perdido em outra coisa não!
  • É importante para o brasileiro, tão sofrido – Ah, aí já é demais! Pão e circo no melhor estilo. Quem diz isso é que está bem de vida e adora assistir ao seu esportezinho na televisão. Aposto que a maioria da população trocava isso por mais educação, menos violência, mais saúde. Vai lá no sertão e pergunta, “você quer as Olimpíadas no Brasil ou água encanada?”. Depois eu que sou o errado!

Pois é, a conta inicial é de 25 Bilhões. O orçamento final do Pan foi 8 (OITO) vezes maior do que o inicial. Vamos ser “conservadores” e chutar um custo final de 100 Bilhões. Acho que pouca gente pára para pensar em o que são valores na casa de “milhões” e “bilhões”, assumem simplesmente que é um número “muito grande”. 100 Bilhões é quase o orçamento de custeio e investimentos do Governo Federal em um ano! Ah, sabe de quanto é o orçamento de 2009 para a saúde? 60 Bilhões, sendo que com cortes não deve chegar a 40 Bilhões. Mesmo número para a educação, mais ou menos.

Imagine se o Brasil pegasse todo esse investimento e colocasse em educação. Alguém honestamente acha que o resultado para o país seria pior do que RIO 2016, “Yes we créu”??

Se não bastasse tudo isso, há a questão do merecimento. O esporte no Brasil é controlado por uma máfia, o COB um dos maiores exemplos disso. E olha o prêmio que esses caras ganham! Eu fico triste que essas pessoas tenham seu “trabalho” recompensado enquanto gente muito mais séria, em Chicago, Madri e Tóquio, saiu de mãos abanando.

Se eu fosse totalmente egoísta, estaria feliz da vida. Posso ficar falando pelos cotovelos do “grande Brasil” aqui para os canadenses, posso arrumar um lugar baratinho para ficar no RJ para ver os jogos e só aproveitar. Falaria todo feliz do “orgulho de ser brasileiro”. Ah, é ser muito míope, isso sim. É a legião do Galvão Bueno, o pessoal que está na merda mas pode gritar “é Brasil! é Brasil!” e se enrolar na bandeira uma vez ou outra, se esbaldando na esmola que o país dá de vez em quando. Eu fico é triste mesmo. Pelo dinheiro jogado fora, pela injustiça com as comissões organizadoras das outras cidades e pelo povo brasileiro, mais uma vez se deixando levar pelo ufanismo barato. Brasil-il-il-il-il!

P.S.1.Ah! Pelo menos meu imposto não vai para obra superfaturada das olimpíadas. Como é bom pagar imposto no Canadá :-)

P.S.2.Quase tudo que disse vale para a Copa do Mundo também. Mas pelo menos nessa eu vou tirar a minha casquinha, eu quero assistir a um jogo de Copa em SP! :-)

Bom começo do Bad Lieutenant

September 23, 2009 – 10:46 pm

Eu era fã do New Order e fiquei triste ao saber que a banda havia acabado. Havia uma esperança, porém, pois a banda acabou por conta da saída do “cabeça”, o baixista Peter Hook, mas os outros integrantes estavam interessados em continuar juntos. Pois bem, continuaram, e o resultado é uma nova banda chamada “Bad Lieutenant”, que acabou de lançar seu primeiro trabalho. Para os que gostam dos vocais do Bernard Sumner, vale a pena conferir o novo clipe aqui.

Vamos ver se a promessa vinga.