XKCD hilário
March 3, 2010 – 9:26 amque me desculpem os religiosos, mas para um anti-religião fã de Star Wars, esta tira do XKCD está simplesmente perfeita:
que me desculpem os religiosos, mas para um anti-religião fã de Star Wars, esta tira do XKCD está simplesmente perfeita:
Como foi provado aqui. Pare com essa palhaçada de negar o óbvio
Depois de ler aquelas inúmeras reportagens sobre o grande Brasil que está bombando no mundo, governado pelo super eficiente Mr. Da Silva, foi bom encontrar pelo menos uma análise precisa de um jornal estrangeiro de o que é o Brasil. Do “Globe and Mail”, daqui do Canadá. Leia e chore, pois é a verdade pura e simples.
Há algum tempo eu tenho me incomodado com minha inatividade intelectual. Não faz muito tempo eu mantinha meus dois blogs funcionando a todo vapor, participava ativamente de listas de discussão, lia todo que aparecia pela frente da minha área de atuação e ainda achava tempo para escrever artigos e preparar palestras. Aos poucos essa, principalmente depois da minha mudança para cá, essa atividade toda foi caindo a ponto de chegar em praticamente zero. Comecei até a suspeitar de algum tipo de depressão, pensei em ver se tomava alguma coisa para “rebootar”.
Pois bem, enquanto pensava nisso, finalmente coloquei no papel (na verdade, no PPT) uma idéia de palestra que eu vinha ruminando há umas semanas. E aí algo me chamou a atenção. Parece que “ligou a chavinha” na minha cabeça, no dia seguinte já saí postando nos blogs novamente pois achei algo interessante para blogar e, principalmente, a idéia veio com começo, meio e fim. Parei para pensar no que aconteceu e percebi que aquela história do cérebro ser como músculos é realmente verdade, a gente vai perdendo a força com a inatividade. Estou feliz de conseguir me expressar novamente e de sentir a preguiça indo embora. O prazer de ver a idéia escrita ali, pronta, voltou a me lembrar da sensação positiva, o que acaba criando um círculo virtuoso. Que bom. Espero estar aqui de novo constantemente. Não acho que isso vá fazer diferença para ninguém além de mim, mas para falar a verdade, é esse o meu objetivo. E lá vamos nós!
Um ótimo exemplo disso é este grande texto publicado na Folha de São Paulo há uns dias atrás. Faz me lembrar do meu pai:
DRAUZIO VARELLA
Bem-vinda
MINHA NETA acabou de nascer.
Não é a primeira, tive outra há cinco anos; uma menina de bons modos e olhar atento que encanta a família inteira.
Curiosa
a experiência de ser avô, perceber que a espiral da vida dá uma volta
completa; a primeira que independe de nossa participação.
Sim,
porque até o nascimento de um neto os acontecimentos biológicos de
alguma forma dependeram de ações praticadas por nós: nossos filhos só
existem porque os concebemos, os fatos que constituíram a história de
nossas vidas apenas ocorreram porque estávamos por perto; mesmo nossos
pais só se transformaram em figuras carregadas de significado porque
nos deram à luz.
Os netos, em oposição, vêm ao mundo como consequência de decisões alheias, nasceriam igualmente se já nos tivéssemos ido.
A
ideia de nos tornarmos seres biologicamente descartáveis é incômoda,
porque nos confronta com a transitoriedade da existência humana: viemos
do nada e ao pó retornaremos, como rezam os ensinamentos antigos.
Por
outro lado, liberta do compromisso de transmitirmos às gerações futuras
os genes que herdamos das que nos precederam, força da natureza que
reduz a essência da vida na Terra (e em qualquer planeta no qual ela
porventura exista ou venha a existir) ao eterno crescei, competi e
multiplicai-vos, como ensinaram Alfred Wallace e Charles Darwin.
A
sensação de que nos livramos dessa incumbência biológica, entretanto,
não nos torna imunes ao ensejo de proteger os filhos de nossos filhos
como se fossem extensões de nós mesmos.
Somos
impelidos a fazê-lo não por senso de responsabilidade familiar ou por
normas de procedimento ditadas por imposições sociais, mas por ímpetos
instintivos irresistíveis.
Os
biólogos evolucionistas afirmam que a seleção natural privilegiou nas
crianças uma estratégia de sobrevivência imbatível: a beleza.
Fossem
feias e repugnantes, não aguentaríamos o trabalho que nos dão, porque
cavalos e bezerros ensaiam os primeiros passos ao ser expulsos do útero
materno, enquanto filhotes de primatas como nós são dependentes de
cuidados intensivos por anos a fio.
Dizem
eles, também, que o amor dos avós conferiu maior chance de
sobrevivência aos bebês que tiveram a sorte de contar com ele, razão
pela qual esse sentimento teria persistido em nossa espécie. Pelo mesmo
motivo, explicam as vantagens evolutivas conferidas pela menopausa,
fase em que a mulher já infértil reúne experiência e disponibilidade
para ajudar os filhos a cuidar da prole.
Sejam quais forem as raízes biológicas, o fato é que caímos de quatro diante dos netos.
Por
mais voluntariosos, mal-educados, egoístas, temperamentais e pouco
criativos que os outros os julguem, para nós serão lindos, espertos, de
boa índole e, sobretudo, inteligentes como nenhuma outra criança.
Anos
atrás, surpreendi um amigo ao telefone perguntando para o neto como
fazia o boizinho do sítio em que o menino de dois anos se encontrava.
A cada “buuuu” que ouvia, meu amigo ria de perder o fôlego.
Diante do riso exagerado, perguntei como reagiria quando a criança relinchasse.
Você verá quando for avô, respondeu.
Tinha razão.
Os
netos surgem em nossas vidas quando estamos mais maduros, menos
preocupados em nos afirmar, mais seletivos afetivamente,
desinteressados de pessoas que não demonstram interesse por nós,
libertos da ditadura que o sexo nos impõe na adolescência e cientes de
que não dispomos mais de uma vida inteira para corrigir erros
cometidos, ilusão causadora de tantos desencontros no passado.
A
aceitação de que não temos diante de nós todo o tempo do mundo cria o
desejo de nos concentrarmos no essencial, em busca do máximo de
felicidade que pudermos obter no futuro imediato. A inquietude da
inexperiência e os desmandos causados por ela dão lugar à busca da
serenidade.
Fase
inigualável da vida, quando abandonamos compromissos sociais para
brincar feito crianças com os netos, sem nos acharmos ridículos.
Ajoelhar
para que montem em nossas costas, virar monstros, onças ou dinossauros
em obediência ao que lhes dita a imaginação aventureira, preparar-lhes
o jantar que não comerão, assistir aos desenhos animados da TV, ler
histórias na cama quando estão entregues, beijar-lhes o rosto macio,
sentir-lhes o cheiro do cabelo e a respiração profunda ao cair no sono.
Poxa, se o frio é o único problema, que baixem mais a temperatura!! Antes frio do que aguentar coisas como estas:
Lula: Brasil é o mais preparado para encontrar o ponto G
Dança “Rebolation” promete virar febre no Carnaval de Salvador
Caraca, assim fica difícil até sentir falta do país!
(para não estragar de vez a semana para o Brasil, pelo menos colocaram o Arruda no xadrez…pelo menos isso!)
Depois daquela pausa de reflexão (e preguiça), está na hora de voltar a escrever aqui. Então é um post rapidinho no intervalo do jogo do Timão.
Para quem mora em Toronto e gosta de restaurantes, não há como ignorar o Winterlicious e o Summerlicious, São duas promoções, normalmente de duas ou três semanas, na qual vários restaurantes da cidade oferecem menus de entrada, prato principal e sobremesa por preço fixo. É a oportunidade de experimentar aqueles restaurantes que normalmente são um pouco “pesados” para o dia a dia. Esta ano nós arriscamos (e gostamos de dois):
- Cajú Restaurante: Uma experiência muito interessante, pois é um restaurante de comida brasileira refinado, diferente, por exemplo, do Rio 40 graus ou do Gaúcho. Os pontos altos foram a caipirinha, muito bem feita, e a sopa de feijão da entrada, que estava fantástica. Dava para tomar uns 5 pratos
- Tappo Wine Bar: Queríamos experimentar algo no Distillery District, acabamos no Tappo pelo menu Winterlicious de jantar agradar a mim e à Patrícia. Novamente, uma ótima escolha. Acho que foi até melhor que o Cajú. A entrada foi um carpaccio perfeito, meu prato principal um Lamb Shank preparado à perfeição e um ótimo Tiramissu como sobremesa. Fora o lugar que realmente é muito charmoso, vale a pena.
E aí, alguma sugestão para o Summerlicious??
Não dá para ficar de braços cruzados com o que está acontecendo com o Haiti. Mesmo que seja uma pequena doação, a quantidade acaba fazendo a diferença. Algumas opções para isso:
ONG VivaRio
A organização não-governamental VivaRio, do Brasil, abriu um conta bancária exclusivamente para receber doações. A ONG atua no Haiti desde 2004. Lá, desenvolve projetos sociais ligados às áreas de segurança, desenvolvimento e meio ambiente. Atualmente, a entidade mantém nove brasileiros em sua sede haitiana. Dados para doações abaixo.
Banco do Brasil
Agência 1769-8
Conta 5113-6
CNPJ: 00343941000128
Informações pelo site.
Internautas brasileiros também podem colaborar com organizações internacionais. Muitas delas optaram pelo uso de sistemas de pagamento como o PayPal, um meio de transações finaceiras via internet que intermedeia o contato entre clientes e empresas – no caso, doadores e organizações. Outras o fazem via cartão de crédito.
Help Haiti Now
Segundo a ONG norte-americana que atua no Haiti há cerca de quatro anos, as necessidades principais são remédios e comida. Doações são aceitas pelo site (clique aqui), através do sistema PayPal.
YELE
Criada pelo músico haitiano Wyclef Jean, a YELE criou um fundo especial de doações para as vítimas do terremoto. As doações não têm valor pré-definido e são feitas por cartão de crédito pelo site da ONG.
Cruz Vermelha Internacional
Além de receber doações via SMS, nos Estados Unidos, a Cruz Vermelha norte-americana disponibiliza um espaço para doações no seu site. Os sistemas são via cartão de crédito ou pelo Amazon Payments, similar ao PayPal. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) também recebe doações onilne pelo sistema Safer Pay (acesse aqui). A Cruz Vermelha brasileira tem indicado o site do CICV.
Unicef
Com foco nas necessidades das crianças, a Unicef tem uma página especial para o recebimento de doações. As contribuições são feitas por cartão de crédito. Acesse o endereço aqui.
Mercy Corps
Outra organização norte-americana em solo haitiano, a Mercy Corps também aceita colaborações via cartão de crédito. A organização atua na ajuda humanitária há 30 anos (acesse aqui).
National Nurses United
Entidade que reúne associações de enfermeiros(as) do Estados Unidos, a National Nurses United recebe doações em dinheiro a partir de US$ 5. O pagamento é feito por cartão de crédito no site da ONG.
Depois de “férias de blog”, estou de volta. Tem muita coisa interessante para escrever, um pouco mais sobre o (temido) inverno canadense, sobre os absurdos do Brasil (Arruda!) e da América Latina em geral (Chavez esculhambando a economia venezuelana – será que também é culpa do Bush), segurança nos aeroportos, entre outros.
Confesso que ainda estou em uma marcha muito lenta para escrever. Perdi o costume e o burnout do final do ano foi mais pesado do que eu imaginava. Para falar a verdade, estou até me forçando a colocar este post aqui, para não deixar o blog abandonado. Este final de semana assisti ao Filme “Julie & Julia”, um daqueles bem água com açúcar mas um baita show da Meryl Streep, para variar. Só que a base da história é uma situação que a protagonista, Julie Powell, está passando e que é bem o que tenho sentido agora, a falta de um “projeto de vida”. No filme ela acaba definindo como projeto fazer um blog sobre a aventura de fazer mais de 500 receitas de um livro de Julia Child em um ano. Algo bobo, mas acaba mudando a vida dela. Eu não tenho intenção de virar um chef de cozinha, mas preciso de algo semelhante para criar momento. Normalmente essas coisas vinham do meu interesse profissional, mas acho que estou um pouco cansado do assunto, e prefiro não insistir para não correr o risco de tornar o meu trabalho um assunto desagradável. Vou deixá-lo na inércia por um tempo. Agora só preciso achar meu super projeto. Alguém tem alguma sugestão?
Eu não sei o quanto eu consigo escrever neste momento. Eu quase nunca comentei da Neli aqui, não sei exatamente por quê.
Eu conheço a Patrícia, minha esposa, há 15 anos. E desde então eu conhecia a Neli, a Poodle Toy dela. Nunca imaginaria, naquela época, que 7 anos depois nós nos casaríamos e eu, amante dos gatos, estaria morando com aquela cachorrinha.
Antes mesmo disso, durante o namoro, eu peguei um amor enorme por ela. Eu já “estragava” o fantástico adestramento que a Patrícia fez ensinando ela a “dar beijo” e outra bobagens. Tudo isso só aumentou quando começamos a morar juntos. Meu casamento nunca foi “nós dois”, sempre foi “nós três”. Sempre fomos uma família e a Neli sempre teve, para nós, o status de filho, a ponto de sempre fazermos comparações que deviam deixar os pais em volta indignados.
A Neli envelheceu conosco, com as mudanças na saúde dela mudaram nossos hábitos. 7 anos vivendo juntos e veio uma outra grande mudança, viemos para o Canadá. Um dos motivos para escolher o Canadá era o fato de que era simples trazê-la conosco, sem necessidade de quarentena, etc. E ela foi uma daquelas pedras que serviram de apoio para nós no primeiro ano aqui, longe da família, dos amigos. Agradeço a ela com todo meu coração.

E hoje, depois de muita luta, dela e nossa, não deu mais. Depois de 2 meses de cuidados intensos, a casa virando praticamente um hospital veterinário, a Neli deu seu último suspiro. Não sei se um dia terei um outro cachorro, ou gato, mas ela foi o animal mais importante da minha vida e dúvido muito que apareça um igual. Para a Patrícia, metade da vida dela com uma amiga completamente fiel e dedicada fica para trás. Minha dor neste momento só não deve ser mais do que a dela. Vai ser difícil deixar tudo isso para trás, mas não tem mais jeito. Como meu irmão disse hoje, é algo que todo mundo que tem cachorro vai passar um dia (ou pelo menos, imagina que vá passar). É difícil, mas eu posso dizer: Neli, obrigado por tanto companheirismo e amor. Obrigado mesmo.