Corintiano bandido

August 8, 2008 – 9:37 pm

Eu sempre tenho que aguentar a piada de que corintiano é bandido, etc. Até entro na brincadeira. Mas confesso que ver esta foto foi duro:

Corintiano bandido

Corintiano bandido

Adianta falar que o país não é sério?

August 8, 2008 – 6:47 pm

Talvez dizer que o Brasil não é um país sério seja muito repetitivo, mas tem algumas notícias que quando a gente lê acabam invariavelmente nos levando a essa conclusão. Do Blog do Fred:

Como é difícil comprovar achaque na estrada

“Em outubro de 2007, o Ministério Público Federal de Santa Catarina ofereceu denúncia contra quatro policiais rodoviários federais flagrados ao cometer crimes de concussão (exigir vantagem indevida) e abuso de autoridade, delitos comprovados porque a vítima tomou a iniciativa de fazer uma marca no focinho da onça pintada em cada nota de R$ 50.

Agora, em outro episódio, as provas obtidas foram consideradas ilícitas porque houve conflito de competência entre as instâncias que atuaram no caso.

Desta vez, o MPF-SC ingressou com ação penal contra o policial rodoviário federal Fabiano Bastos Garcia Teixeira, também por concussão, acusado de achacar as vítimas no Posto Rodoviário de São Francisco do Sul, na BR-280, estrada que faz ligação de Joinville com diversas cidades e praias.

Para comprovar o crime, a vítima –liberada com a promessa de retornar com o dinheiro– registrou ocorrência na Polícia Civil. Antes de entregar a propina ao policial rodoviário, foram fotocopiadas as cédulas.

Como o MPE requisitara mandado de busca e apreensão, foi dada voz de prisão em flagrante do PRF. Foram encontradas vários “registros contábeis” das “cobranças” diárias do policial rodoviário.

Apesar de ter sido preso em flagrante, Fabiano foi posto em liberdade sob o fundamento de que o mandado de busca e apreensão foi emanado por autoridade incompetente, ou seja, pela Justiça Estadual.

Conforme a decisão que o liberou, a competência era da Justiça Federal, e por isso o flagrante e as provas produzidas seriam ilícitas.

Na ação, proposta proposta pelos procuradores da República em Joinville Mário Sérgio Ghannagé Barbosa, Davy Lincoln Rocha e Tiago Alzuguir Gutierrez, o MPF questiona a decisão da Justiça Federal. Além de denunciar o policial, pede sua prisão preventiva, pois ficou comprovado que o respectivo crime de concussão não foi um fato isolado.”

Caramba, o cara é pego em flagrante, mas por conta de uma picuinha ridícula entre a justiça estadual e a federal, o criminoso sai ileso. Com isso torna-se difícil fazer as pessoas verem com bons olhos atitudes de repressão mais fortes. “Ah, isso é só para dar mais dinheiro de multa e caixinha para os guardas”, dizem. Enquanto aqui no Canadá, quando é necessário “educar” a população quanto a um comportamento, basta estabelecer a multa que os “homens da lei” vão fiscalizar (de forma correta), punir (exemplarmente e dentro da lei) e o povo vai aprender que tem que fazer e pronto. Enquanto isso no Brasil a gente tem que ficar ouvindo o papinho do “odeio amarelinho (marromzinho? coisa de paulista :-)), eles só servem para multar, isso é a “indústria da multa”.

Multa é bom, tem um propósito e funciona. O problema é quando a estrutura e as pessoas que aplicam estão podres.

Ainda bem que não preciso votar!

August 7, 2008 – 1:49 pm

É triste, ao ler esta matéria da Folha de São Paulo:

“Não foi apenas no primeiro debate na TV que os principais candidatos à Prefeitura de São Paulo inflaram dados e omitiram deficiências. Marta Suplicy (PT), Geraldo Alckmin (PSDB) e Gilberto Kassab (DEM) institucionalizaram esse “jeitinho” em sites e no material distribuído pelas ruas.

Tanto no site como no panfleto de 500 mil exemplares de Marta, a construção de 149 prédios foi convertida em “191 novas escolas”. Para a campanha petista, cada CEU (Centro Educacional Unificado) -que reúne três escolas- vale como cinco unidades.”

E não é só ela:

“Governador do Estado de 2001 a 2006, Alckmin, por sua vez, recorreu ao antecessor Mario Covas –de quem foi vice– para engordar o portfólio.

No panfleto, a dupla Alckmin e Covas é apresentada, por exemplo, como responsável pela instalação de 14 hospitais na Grande São Paulo. Sem Covas, sua cota cairia para quatro. “Alckmin foi um vice atuante”, justifica o coordenador da campanha, Edson Aparecido.

O panfleto atribui a Alckmin e Covas a construção de 20 quilômetros de metrô, três a mais do que calcula o próprio Metrô: 16,8 km. Segundo a campanha, a conta inclui trecho inaugurado pelo governador José Serra (PSDB) até o Alto do Ipiranga.”

E o atual sr. Prefeito:

“Já na capa de um jornal de Kassab dedicado à educação (50 mil exemplares) são listadas 217 novas escolas e 25 novos CEUs. Os dados são acompanhados, em letras garrafais, pela inscrição “Quem fez tudo isso vai fazer muito mais”.

A prefeitura, no entanto, só entregou 13 CEUs –e promete entregar outros 12 até o fim do ano. Das 217 escolas listadas, 57 ainda não foram concluídas. A assessoria do candidato alega que o jornal explica que as obras estão em andamento.”

O cúmulo da palhaçada pode ser visto aqui:

“A confusão é tanta que a mesma obra –como a construção dos hospitais Cidade Tiradentes e M’Boi Mirim– figura nos panfletos dos três adversários.”

Apelando para um lugar-comum, o Brasil não é um país sério, já dizia Charles de Gaulle.

O blog do Fucs e os filipinos

August 5, 2008 – 1:02 pm

Meu amigo André Fucs, que atualmente mora na Austrália, está mantendo um blog sobre ser expatriado, fazia tempo que eu não visitava, está muito bom, recomendo!

Em um dos últimos posts dele há um relato sobre uma visita às Filipinas, muito interessante. O que me chamou a atenção foi esta passagem:

” [Um Local] citando o líder político singapura Lee Kuan Yew, que os filipinos são um povo talentoso mas que juntos em seu país são praticamente incapazes de produzir o bem comum”

Uau!! E não é que acaba sendo também uma ótima descrição dos Brasileiros??

A pior propaganda de televisão

August 4, 2008 – 2:52 pm

Aqui no Canadá a gente acaba sofrendo um pouco com a qualidade da televisão. É claro que temos todas as séries que gostamos aqui em primeira mão, como House, Heroes, etc, mas o resto é MUITO ruim. Bota muito nisso!! Para dar um exemplo, quero mostrar a pior propaganda de televisão daqui. Não é uma aberração que encontrei no Youtube não, eu fui lá procurar depois de ver na TV, imaginando que alguém teria a idéia de mostrar ao mundo essa coisa grotesta. Com vocês, o CASHMAN!!!!

Toronto Tur, parte I

July 29, 2008 – 7:39 pm

Bom, com dois meses morando em Toronto (Yonge x Eglington, para quem perguntou sobre o bairro) já dá para arriscar uma dicas de quem quer conhecer a cidade. Eu e a Patrícia gostamos muito de sair para almoçar/jantar nos finais de semana, então aproveitamos e começamos a explorar os diversos restaurantes que a cidade oferece. Hoje vem uma primeira dica:

Standard Pasta & Pizza Bar
667 College Street, Toronto, ON, M6G1B9

Para quem quer comer comida italiana nada melhor do que testar a “Little Italy”, não é mesmo? Este restaurante fica na parte italiana da College St., que pode ser facilmente acessada via Street Car (o bonde daqui) a partir da Queen’s Park station. Já comemos lá duas vezes e ficamos muito satisfeitos. A dica é, claro, a massa. Se quiser completar, não pegue café nem sobremesa e avance pela College até o Dolce e Gelato Cafe, entre a Crawford e a Montrose. Para quem sente falta do bom café “espresso” na xícara, ali é o lugar.

Vou abrir um hotel de pinguim

July 29, 2008 – 3:32 pm

Segunda a Folha, pinguins chegam a Salvador e não tem onde ficar.

Opportunity knocks! Vou abrir um hotel de pinguim!

Calgary, Mamma mia!

July 27, 2008 – 2:45 am

Esta semana viajei a trabalho, para Calgary, Alberta. A cidade é bonita, mas o que me impressionou é o estado em que ela fica após às 17:00. Vira um deserto! Definitivamente, fizemos uma boa escolha ao vir morar em Toronto. Não ia aguentar morar naquele marasmo. Mas gostei da cidade como visitante, espero voltar lá como turista em breve.

Esta noite fui assistir “Mamma Mia!”, a versão cinematográfica do musical da Broadway baseado nas músicas do ABBA. Toda a fama afrescalhada do ABBA à parte (convenhamos, tem que ser muito macho para ouvir isso e falar para todo mundo :-)), todas aquelas músicas têm um papel especial na minha vida. Meu pai gostava muito deles, e eu acabei crescendo ouvindo isso nas idas e vindas para a praia, no carro. Era engraçado ver minha mãe reclamando com ele, “Alfredo, ABBA de novo!!?? Não tem nada novo aí não?”. Hehe, imaginem, se isso era lá pelo final dos anos 80 e o ABBA fez sucesso na decada de 70, o quanto ela teve que aguentar as mesmas músicas :-)

Como amante da boa música (pelo menos aquela com melodia, boas vozes, etc - independente do gosto e do estilo), de cinema e de musicais, foi muito legal ver o filme. Mas o melhor foi, por alguns instantes, ter a impressão de que o grande Alfredo estava lá do meu lado, batucando os dedos no braço da cadeira e assoviando (como sempre!) aquelas músicas novamente. Estando já há 2 meses longe da família (o máximo que já fiquei até hoje :-)), foi um presente mais do que inesperado, pois dele não são só 2 meses, mas 10 anos.

“So I say thank you for the music, the songs I’m singing…thanks for all the joy they’re bringing…”

Criminalidade

July 18, 2008 – 6:44 pm

Hoje temos bastante discussão sobre criminalidade aqui no Canadá, pois foram publicados novos índices para todo o país. Quando você vê que a quantidade de homicídios em um ano na maior cidade do Canadá (Toronto - 111 em 2007) é 3 vezes menor do que a quantidade de gente assassinada no primeiro trimestre deste ano em São Paulo (dados aqui - lembrando que os índices de São Paulo têm caído bastante!), e ainda assim causam preocupações e motivam o poder público a agir e tentar reduzí-los, você percebe que está morando no “Primeiro Mundo”. É isso que causa uma sensação de segurança que nos faz novamente ter prazer de andar na rua, seja de dia, de noite, em lugares movimentos ou mesmo em ruas desertas. Experiência que todo paulistano deveria ter uma vez na vida.

Carteira de motorista - Ufa!

July 18, 2008 – 4:41 pm

Aqui no Canadá o sistema da carteira de motorista é por níveis, ou seja, você não tem “motoristas e não-motoristas”, mas sim “não-motoristas, motoristas nível 1, nivel 2, etc”. Para carros comuns os níveis são G1, G2 e G. A G1 é idealizada para os adolescentes, que ao passar na prova escrita já podem dirigir ao lado de uma pessoa que tenha a carteira G e de acordo com uma série de restrições. Depois de um tempo, ao passar pelo primeiro “road test”, o motorista pega a G2, com a qual ele pode fazer quase tudo, mas não pode tomar uma gota de álcool. Depois de mais um tempo de experiência o motorista faz outro road teste para, finalmente, pegar a famosa licença G.

Para os brasileiros que já dirigiam é possível “matar” os requisitos de experiência. Você faz a provinha e pega a G1, depois pode fazer direto a prova para a G. Dizem que os examinadores, ao saberem que você está “pulando etapas”, são mais severos, o que faz com que um monte de gente não passe no teste. Conheço gente que eu sei que não são maus motoristas e que não passaram. Foi com esse espírito que fui para o teste hoje.

Bom, a examinadora pegou no meu pé com 500 coisas, durante o teste todo. Mas eu passei :-) Ufa!! Próxima etapa, comprar um carro!